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Desrespeito e impunidade nas estradas

Agosto 14, 2007 · Deixe um comentário

Acidentes são terrivelmente comuns no trânsito e estradas brasileiras e grande parte deles são causados pela negligência dos motoristas.

Em minhas viagens quinzenais da capital para o interior paulista utilizo a Rodovia dos Bandeirantes – umas das mais modernas e ’seguras’ rodovias brasileiras que oferece aos motoristas de 3 a 4 faixas de rodagem, dependendo o trecho.

Utilizo-a normalmente às sexta-feiras a noite e volto a capital no domingo, períodos de tráfego intenso, o que não traria maiores problemas se não fosse o usual desrespeito dos motoristas às regras de trânsito. Estas regras foram criadas com o principal objetivo de ordenar a utilização das vias, criando assim padrões de utilização.

Uma regra básica que evem sendo desrespeitada e praticamente desconsiderada é que não permite a ultrapassagem pelas faixas da direita. O mais curioso é que a maioria dos motoristas que ignoram esta regra, dirigem carros mais caros. Penso que as pessoas com maiores condições de adquirirem tais carros, teriam mais condições de se educar e assim terem a consciência dos perigos que isto traz. Outro motivo que me vem a cabeça é o poder aquisitivo destes motoristas, que podem arcar com multas ou mesmo com os ”cafézinhos’ tão comuns oferecidos à policiais rodoviários.

Não raro, vejo quase-batidas que acontecem quando o motorista que trafega na faixa da esquerda e está mudando para a direita percebe que está sendo ultrapassado e também quando os ‘gersons’ que ultrapassam pela direta querem por todo custo entrar na faixa da esquerda, nem que tenham que jogar o motorista vizinho para o canteiro central.

Todos estes absurdos ocorrem constantementes nas estradas e o único objetivo destas pessoas é chegar mais rápido. Eu pergunto, quanto tempo estes exímios motoristas com seus carros luxuosos e caros ganham ao final de uma viagem de 200km? 10, 15 minutos?

Qual a diferença isso pode fazer a vida de uma pessoa? Só no mês de maio de 2007, segundo a EPTV, 21 pessoas pereceram no sistema Anhanguera – Bandeirantes.

Este é mais um exemplo de como nossa famosa Lei de Gerson assola nossa sociedade!

Outra dica é a utilização dos faróis de neblina nas ruas e estradas. Como o nome indica claramente, este dispositivo é para ser usado sob neblina. Quando utilizado sem neblina, este farol praticamente cega o motorista à frente atrapalhando-o na condução de seu veículo. Para os que não sabem onde está localizado o farol de neblina. Segue uma foto. E lembrem-se: Farol de neblina, somente sob NEBLINA.

Exemplo de farol de neblina

Exemplo de Farol de neblina

Estas pequenas infrações deveriam ser fiscalizadas pela polícia rodoviária, que após a instalação dos famosos radares ‘caça níqueis’ nada fazem, a não ser posicionar seus carros nos canteiros das rodovias e observar o tréfego.

Os pedágios, que não são poucos e nem baratos agora oferecem a ‘facilidade’ do Sem Parar / Via Fácil, onde o usuário teoricamente passa livremente pelas cabines que automaticamente registram as passagens que são cobradas através de débito automático em conta (não existe a opção de pagamento por boleto ou outra modalidade) no final de cada período. Além das passagens o usuário do serviço, pasmen, paga (mais uma) taxa de quase R$ 10,00.

Acontece que mesmo nos períodos mais movimentados da Rodovia do Bandeirantes, uma ou mais faixas destinadas aos usuários do serviço permanecem fechadas causando filas e riscos de acidentes, já que a sinalização do fechamento destas praticamente não existe.

Então, quer dizer que pagamos os pedágios ainda mais caros para usufruírmos desta ‘facilidade’ e o prestador do serviço, mais uma vez, não dá a mínima pro seu consumidor.

Categorias: São Paulo · defesa do consumidor · estradas

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